
Porque é que hoje em dia se fala tanto em Competências?
As condições modernas da vida organizacional prendem-se com uma crescente mobilidade interfuncional e inter-áreas, havendo por isso, a necessidade de uma maior polivalência e flexibilidade nos indivíduos. No entanto, esta mobilidade só é possível se os colaboradores estiverem dotados das competências necessárias à persecução dos objectivos organizacionais. Para além disso, num mundo tão competitivo, há que referir a importância das competências como um factor de diferenciação. Quer isto dizer que, ao longo de um processo de recrutamento e selecção, as competências entre os candidatos constituem um ponto de diferenciação e identificação daquele(s) que revela(m) ter o perfil mais adequado ao que é exigido pela organização. Assim sendo, ao seleccionar um indivíduo para um determinado cargo, é fundamental saber que essa pessoa apresenta capacidades que daqui a 5 anos, por exemplo, possa corresponder a X necessidades na organização.
Visto que as organizações encontram-se em constante mudança, bem como, o seu meio envolvente e tendência concorrencial, é crucial que os indivíduos acompanhem este processo numa constante adaptação à mudança contínua. Por isso, enquanto que antes se falava na Pessoa certa para o lugar certo, actualmente o que existe é uma redefinição dos postos de trabalho.
O que significa o termo "Competência"?
Na diversa literatura existente, não existe uma definição completamente única e estável sobre o conceito das competências. Assim sendo, defende-se que este é um conceito complexo e que tem vindo a acompanhar as mudanças que ocorrem na sociedade.
Segundo Boyatzis, competências são “características subjacentes a cada indivíduo, que tem uma relação causa/efeito com um desempenho superior”, o que significa que as competências representam a manifestação comportamental de capacidades, aptidões, conhecimentos, atitudes, valores ou traços de personalidade.
Competência, não significa nenhum destes aspectos isoladamente, mas representam um todo, sendo através deste conjunto que ela se constroi. Em suma, são comportamentos observáveis, mensuráveis, treináveis e críticos para o sucesso individual dos colaboradores e da organização.
Como exemplos de competências tem-se, o planeamento e organização, dinamismo, responsabilidade, trabalho em equipa, gestão de conflitos, comunicação, liderança, orientação para o cliente, etc. Existe uma grande diversidade de competências, assim, deve-se seleccionar aquelas que são mais importantes para uma determinada função em análise.
Como podemos desenvolver competências?
Contudo, através de um diagnóstico de competências são susceptíveis de treino e desenvolvimento. Através de formação envolvendo um conjunto de técnicas, tais como, o uso de vídeos, situações de simulação, de role playing, trabalhos de grupo, entre outras, os indivíduos terão a possibilidade de desenvolver diversas competências alargando assim o seu leque de conhecimentos e enriquecendo o seu perfil.
A vontade de ter uma aprendizagem contínua...
A aptidão para aprender ao longo da vida tendo subjacente o desenvolvimento/aperfeiçoamento contínuo das competências constitui um ponto fulcral do desempenho da pessoa. Hoje, não basta ter uma qualificação para ter sucesso na vida organizacional, ou até mesmo, para ter uma garantia de trabalho. É necessário uma formação constante que leve os indivíduos à aquisição de novas competências ou ao desenvolvimento destas.
A criação de valor está no capital humano dotado de competências, que constitui a principal fonte de vantagem competitiva das organizações.